domingo, outubro 15, 2006

Cibercopianço

Copiam trabalhos inteiros da internet, porque «a tentação é demasiado grande» e até conseguem boas notas em poucos minutos. Professores dizem que o problema é o excesso de informação.

Utilizar a internet para pesquisar informações para trabalhos escolares e académicos é prática habitual nos estudantes portugueses e até é incentivada pelos professores. O problema começa quando os alunos passam o limite da pesquisa e copiam trabalhos inteiros.
Segundo a agência Reuters, 37 por cento dos universitários norte-americanos admite ter copiado partes de trabalhos da internet e 77 por cento dos alunos considera que isso não é um assunto sério.
Por cá, a realidade não é diferente e o plágio começa logo nos estudantes mais novos. Anabela tem 19 e já frequenta a universidade, mas admite que terminou o secundário «sem nunca ter lido Os Maias», apesar de a obra ser de leitura obrigatória. O motivo foi mesmo «preguiça». «O livro tem tantas páginas que não dá vontade de ler», conta a estudante.
Anabela explicou ao PortugalDiário que começou por ler «o resumo da obra na internet», depois, quando o professor pediu à turma um trabalho de análise da obra, recorreu novamente às novas tecnologias. Durante a pesquisa «tropecei num fórum onde os alunos disponibilizavam os trabalhos escolares e havia lá um trabalho sobre Os Maias», contou a jovem que admitiu que «a tentação foi grande demais».
Anabela, que vive no Porto, acabou por entregar um trabalho realizado por um aluno do Algarve e até ficou contente com a nota. «Tive 13 e só demorei 10 minutos a fazer a pesquisa e o download. E o professor nunca soube que não fui eu a fazer», admitiu, ligeiramente envergonhada.
«Nem imaginam quantos sites há sobre os sonetos de Camões»
Patrícia tem 15 anos e passa várias horas por dia online. «Quando chego da escola, ligo-me logo (à internet), para falar com os amigos», contou. E os trabalhos de casa? Esses são feitos ao mesmo tempo, muitos até com recurso à internet.
Garante que nunca copiou um trabalho inteiro, mas admite que copia parágrafos inteiros. Quando se trata de «trabalhos de História, Geografia, ou disciplinas assim», considera que não se trata de copiar e diz que é «pesquisa», mesmo quando copia «partes grandes» do trabalho.
A estudante só admite fazer «batota» quando se trata de textos de análise. E dá um exemplo: «A minha professora de português pediu para identificarmos as figuras de estilo de um soneto de Camões. Fui à internet e estava o poema com as figuras de estilo todas. Depois de encontrar, não ia fechar o site», disse Patrícia. «Nem imaginam quantos sites há sobre os sonetos de Camões. É quase impossível não encontrar», afirmou, em jeito de justificação.
Não há uma exigência excessiva
Para o presidente da Associação de Professores de Português (APP), Paulo Feytor Pinto, o problema dos trabalhos copiados já não é novidade. «Agora é a internet, mas dantes eram as sebentas», explicou ao PortugalDiário.
O responsável até compreende que copiar trabalhos de português seja uma tentação muito grande já que «há muita informação disponível sobre as obras de leitura obrigatória».
Paulo Feytor Pinto não considera que seja a elevada exigência dos programas o que leva os alunos a copiar. «Talvez por estarem tão habituados a serem obrigados a memorizar, não sejam capazes de analisar um texto, mas não há uma exigência excessiva», afirmou.
O professor considera que uma forma de resolver este problema seria «dar liberdades às escolas na escolha nas obras a leccionar». Mas a questão também se prende com o facto de estes trabalhos serem realizados em casa, «assim, o professor não vê se é realmente o aluno quem o faz».
E, segundo o responsável da APP, os alunos não se limitam a copiar os trabalhos, chegando mesmo a decorar textos inteiros, que depois reproduzem nos exames.
in Portugal Diário

No meu caso em particular, tenho a dizer que nos tempos de faculdade utilizei e muito a internet para a elaboração de trabalhos teóricos, mas limitava-me a buscar informação de diferentes sites creditados e c om essa informação fazer um trabalho com um seguimento lógico e coerente e com informação verdadeira, que tinha o cuidado de comprovar. Em ralação aos dias de hoje e como sou professor, recebo contantemente trabalhos que são plagiados da net e outros que são imprimidos directamente dos sites, não havendo sequer o trabalho de formatar o texto, nem retirar informação irrelavante. Esses trabalhos para mim é como se não valessem nada... E não é fácil enganar-me, já que estou a par de todas as tramoias existentes para fintar o esquema.


sexta-feira, outubro 13, 2006

Rádio Escolar

Tanto interesse, tanta admiração, tanto querer por parte de enumeros alunos e quando se lhes pedem para apresentarem propostas para aderir a esta iniciativa - Clube Rádio Escola, parece que tudo se desvanece.
É claro que só se passaram quatro dias desde o aviso á comunidade escolar desta iniciativa...
É claro que quase ninguém me conhece nesta escola...
É claro que não é fácil lidar comigo...
É claro que é mais fácil ver que fazer....
Mas aprecem-se e não deixem passar este evento ao vosso lado. Agarrem esta oportunidade de fazer algo na vossa escola, de participar nesta iniciativa, de se mostrarem e de serem vistos, de animar o recinto escolar - em suma de melhorar o vosso espaço escolar...
Estou esperando por candidaturas.
O impresso de inscrição está na reprografia: quem não o souber ler que peça a alguém que saiba, quem não souber escrever, que peça a alguém que o saiba, quem não souber fazer, não desespere, será ensinado e orientado por mim, quem não tiver vontade, que não adira, mas depois não critique o trabalho dos outros colegas, nem mande bocas...
Fica um conselho de amigo. Se fosse a vocês participava. Vão surgir novidades na Rádio que vos vão certamente interessar...

quinta-feira, setembro 28, 2006

DEAR ROBOT 2007


A Associação Nacional de Professores de Electrotecnia e Electrónica está a estabelecer parcerias com escolas básicas, secundárias e profissionais com vista à realização conjunta do projecto DEAR ROBOT 2007– Dinâmica Experimental na Aprendizagem pela Robótica.
O objectivo deste projecto é a promoção da Tecnologia e da Ciência junto dos jovens através da experimentação, por parte destes, de um processo de concepção e realização de um pequeno robô.
A concretização do projecto passa pela construção em cada escola parceira de um pequeno robô móvel com as características necessárias para participar na prova de Busca e Salvamento do Festival Nacional de Robótica – Robótica 2007, cuja realização está prevista para o final do mês de Abril de 2007 em Albufeira. Este projecto é adequado a alunos do 3.º ciclo do ensino básico por não requerer grandes conhecimentos de Mecânica, de Electrónica, ou de Informática. O robô deve ser capaz de realizar pequenas tarefas tais como seguir um trilho desenhado no pavimento, contornar obstáculos, subir e descer rampas e detectar e sinalizar cores.
Para mais informações podem consultar o site da ANPEE - Associação Nacional de Professores de Electrotecnia e Electrónica.

Um projecto de que tomei hoje conhecimento e que me despertou grande interesse e que me deixa tentado a participar, englobando uma das turmas do 9º ano neste projecto. Estimulante de facto para alunos e professor, mas que requer muito trabalho da parte de ambos e muito empenhamento. Ainda é um caso a pensar cuidadosamente e se não for este ano em principio para o ano será um projecto a possivelmente se integrar nos planos da disciplina de Educação Tecnológica. A ver vamos...

quarta-feira, setembro 20, 2006

Visitas de Estudo

Cada vez mais os professores evitam a realização de visitas de estudo e a dinamização de actividades em prole dos seus alunos. Talvez pela falta de motivação existente e pelo constante ataque do Governo, talvez por medo, talvez por falta de tempo...sei lá. O facto é que a titulo pessoal ainda não perdi o gosto pela realização de actividades extra-curriculares em prole dos meus alunos. Neste sentido venho por este meio questionar colegas e alunos sobre locais que gostariam de visitar numa visita de estudo, ou questionar acerca de locais que já tenham visitado e que recomendem como uma boa experiência...
Este ano não prometi visitas de estudos, mas quero fazê-las...

segunda-feira, setembro 18, 2006

Tecnologia e Sociedade

Caros alunos, para quem quiser ir com mais umas luzes para as próximas aulas de ET aconselho a leitura do texto que se segue.
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A Natureza e a Ciência
Sempre, em todos os tempos, existiram pessoas interessadas em observar a Natureza. Não nos referimos às pessoas que olham a Natureza porque há nela flores, aves de penas coloridas, penedias soberbas de grandes alturas e ribeiros alegres que saltam entre seixos. Referimo-nos às pessoas que observam a Natureza com o desejo de saber o motivo por que certas coisas acontecem.
Por exemplo: porque é que chove? De onde vem a água da chuva? Porque é que, para alguém que está voltado para o Norte, o sol nasce sempre à direita e se põe sempre à esquerda? Por onde é que anda o Sol durante a noite? E porque é que há noites? E os relâmpagos, o que são? Porque é que os relâmpagos são acompanhados de trovões, que fazem tanto barulho? E porque é que o trovão se ouve, às vezes, quase ao mesmo tempo que se vê o relâmpago e, outras vezes, só passado algum tempo?
Há pessoas que fazem perguntas destas sem se importarem muito com as respostas, mas há outras que não sossegam enquanto não encontram respostas que os satisfaçam.
Assim em todos os tempos existiram homens que observaram a Natureza e que, a pouco e pouco, deram respostas às suas interrogações. O que então foram descobrindo comunicaram aos filhos, e os filhos aos netos, e os netos aos bisnetos, oralmente ou por escrito, e assim pelos tempos fora. Cada nova geração de homens que aparece no Mundo tem à sua disposição tudo quanto os homens antes deles pensaram e descobriram. Os novos podem até repensar o que os seus antepassados já tinham pensado e achar que estavam erradas as suas respostas. Então procurarão dar respostas melhores, e assim sucessivamente.
O conjunto de conhecimentos que os homens possuem em determinadas épocas constitui a ciência dessa época.
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A Ciência e a Técnica
A vida dos primeiros homens na Terra foi muito dificil e até custa a compreender como sobreviveram a tantos perigos. Toda a Natureza se apresentava como sua inimiga: o sol que queimava, a neve que enregelava, os ventos que derrubavam, as trovoadas que metiam medo, os raios que incendiavam, as chuvas que inundavam, os animais que atacavam. A tudo os homens resistiram, inventando as suas primeiras defesas: os abrigos, trajes, os machados, as flechas; inventando construções que lhes facilitaram a vida: os carros de rodas, as pirogas e as canoas, os moinhos de vento, as azenhas dos cursos de água. Inventar as rodas dos carros ou as velas dos moinhos exigiu a meditação de muitas gerações de homens que para isso, teriam observado atentamente e realizado grande número de experiências; sºao duas das mais notáveis descobertas da Humanidade, embora comparadas com o que hoje temos, nos pareçam de pouco valor. A observação da Natureza foi-lhes, dia-a-dia, aumentando o saber, depois aplicado em construções úteis.
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O Saber é a Ciência; A Aplicação da Ciência é a Técnica
Descobrir, por exemplo, que uma pedra de grandes dimensões se desloca melhor quendo colocada sobre paus roliços do que directamente sobre o solo, e perceber a razão disso, é ciência; construir um carro em que se aproveite esse conhecimento, é tecnica.
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À Descoberta do Mundo Físico - Rómulo de Carvalho (adaptado)
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Este texto serve também como uma boa leitura para todos os que aqui passam, que não sejam alunos.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Manuais Escolares

Começa o ano lectivo e começam as despesas dos pais nos manuais escolares e outros materiais. Mas falemos dos manuais escolares, em particular do de Educação Tecnológica.
Como sabem a discipina de Educação Tecnológica, apesar de ter um cariz mais prático, não difere em muito das restantes disciplinas, sendo até a meu ver a mais abrangente, já que pode abarcar assuntos de todas ou quase todas as restantes disciplinas.
Como tal esta disciplina também tem um manual, cuja compra é obrigatória ou deveria ser...
Não se pense com isto que na disciplina de Educação Tecnológica se vai seguir o livro escrupulosamente como nas restantes disciplinas. Não, isso é errado. Em Educação Tecnológica o livro é somente um "guia" ou uma "bíblia" que serve para a pesquisa de informação sobre os mais variados assuntos abordados na disciplina.
Mas mesmo assim no caso de Educação Tecnológica o melhor é esperar pelas primeiras aulas e pelo veredicto dos professores a esse respeito.
Para auxilio deixo ficar os livros de Educação Tecnológica adoptados para a Escola EB2,3 de Alpendurada:
  • 7º Ano - Educação Tecnológica - 7.º/8.º/9.º Anos de Carlos Gomes, Armando Faleiro - Porto Editora
  • 8º Ano - Educação Tecnológica 7/8 Ano - Manual de Vários - Texto Editora (cuja compra n aconselho)
  • 9º Ano - n existe manual escolhido

De referir que estes manuais são para dois ou três anos lectivos pelo que a sua compra tem um periodo de utilização longo o que torna estes livros baratos em relação ás restantes disciplinas.

Para quem quiser conferir os diversos manuais adoptados pelas diferentes escolas, aconselho o site: Webboom.

Projeto "Jogo da Glória" - 7º ANO

Servindo de trabalho prático de diagnóstico, tal como acontece nos últimos anos, foi pedido aos alunos do 7º ano que criassem um "Jogo ...